25.5.08
24.5.08
O Poder do Benfica

Segundo esta notícia ("Já sabemos que foi elaborado um pedido pelos advogados ingleses Taylor Vinters, que o representam, para ter asilo diplomático em Londres")O Governo de Sua Magestade parece estar disponível para acoitar um criminoso procurado em Portugal.
Será o poder do Benfica?
Será que todos o querem ver longe e requesitaram os serviços de Sua Magestade?
Estaremos perante um novo Apito? Agora com interferências Internacionais?
E o Dantas?
Etiquetas: Vida Real
22.5.08
21.5.08
18.5.08
Confuso?
Que eles médicos e políticos já há muito andam a esfolar o pessoal, não é novidade para ninguém, o estranho é esta publicidade não(?) paga!
Quem terá medo de um aperto nos calos?
Etiquetas: Sociedade
Confúncio
Etiquetas: Tempos
"Confúnsionistas"
“Qual é a credibilidade dela? Os 7% de défice ou o falhanço na Educação?". A tal procissão, o tal andor, a tal vaga de fundo não está a acontecer"
Este nem para operar cataratas serve
15.5.08
Portugueses... Decidam-se
Se lhe prometem melhor Ensino
Se lhe prometem melhor e maior Segurança
Se lhe prometem melhor Ambiente
Se lhe prometem melhores Vias de Comunicação
Se lhe prometem maior Abono de Família
Se lhe prometem maiores Subsídios
Se lhe prometem melhores Reformas
Se lhe prometem melhor Segurança Social
Se lhe prometem melhor Assistência na Saúde
Se lhe prometem maior Garantia de Trabalho
Se lhe prometem melhor Assistência à Família
Se lhe prometem muitos e melhores Abortos
Se lhe prometem melhor Liberdade
Se lhe prometem melhor Democracia
Se lhe prometem melhor Habitação
Se lhe prometem Jogos Olímpicos
Se lhe prometem Mundiais de Futebol
Se lhe prometem Europeus de Futebol
Decida-se…
É você que vai pagar
Se acredita nos Políticos e respectivos Assessores que têm vencimentos 10x + o que ganha um vencimento mínimo Nacional;
Se acredita em Presidentes de Bancos e Empresas Públicas com vencimentos acima dos 10.000€ mensais;
Se acredita em Presidentes daquilo e daqueloutro com vencimentos principescos;
Não se esqueça que continua a ser Você a pagar-lhes a boa vida que levam
Decida-se mais uma vez
ComentárioNão sejamos precipitados... Que serviços é que prestará a secretária?
Exonera a secretária, mas nomeia-a de seguida a ganhar 2300 euros
Assim é que é trabalhar com eficiência...
No mesmo dia é exonerada, a seu pedido, e nomeada para um cargo (ou o mesmo?), mais bem remunerado.... (vejam bem as datas!)
Assim se contorna a progressão na carreira.
Do Diário da República (2 Série) do passado dia 15 de Abril...
14.5.08
8.5.08
26.4.08
O Papa, o Cardeal e os “Filósofos”
Enquanto o Papa Bento XVI era recebido na ONU com todas as honras devidas ao seu estatuto e aí discursava perante a Assembleia e se sentava à direita da Presidência,

em Portugal, Policarpo (Cardeal) terá de ir para o “galinheiro” da Assembleia da República e é se quer. Assim mandam as novas regras dos nossos (!) “Filósofos”
23.4.08
O Grito
Download do discurso do General Rocha Vieira pelas "Comemorações do 90.º Aniv.º da Batalha de La Lys"
Referência: Liga dos Combatentes
Etiquetas: Política
O Guerreiro
Toda a energia se centrava na capacidade de lascar o pião adversário e para os altos “especialistas”, parti-lo ao meio.
Ter um pião “lascadinho” era um orgulho. Sinónimo de muitas lutas e como em todas, dar e levar era o pão nosso de cada dia, era a participação no jogo, na luta, na vida, era a destreza, a competição.
Etiquetas: Sonhos
19.4.08
18.4.08
17.4.08
15.4.08
14.4.08
13.4.08
À Vassourada
Desde menino – e já lá vão umas dezenas de anos – me habituei a ver as Giestas com uma cor amarela, macia e cativante.
Findava o mês de Abril e entrava o mês de Maio e pelas nossas Aldeias as portas e as janelas ostentavam o ramo de Maias de flor amarela como presunção de afastar os maus-olhados ou azares da vida. Depois lentamente a flor ia caindo, deixando o seu ar festivo para dar lugar a mais um arbusto. Era a altura de transformar esses arbustos em vassouras para uso nas eiras e terreiros e muitas vezes também para umas vassouradas nos traseiros mais insolentes; não significando que outras partes do corpo não pudessem ser “purificadas” com tão original vassoura.
Este fim-de-semana mais campestre trouxe-me uma revelação.
Pareceu-me um “milagre”. Nunca dera porque existissem Giestas com flor branca.
Comecei a matutar com tal “milagre”. Será que o Grandioso está a dar um sinal a este povo de Deus?
Vassouras da cor da pureza para limpar este terreiro à beira mar plantado.
Será uma premonição?
Etiquetas: Sonhos
11.4.08
Carta aberta ao Sr Presidente da República
***
Ílhavo, 22 de Outubro de 2007
Senhor Presidente da República Portuguesa
Excelência:
Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os
professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar:
'Talvez V. Excia não saiba bem quanto!'
1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado
tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe
chamo fraude porque talvez lhe falte a 'má-fé') do ensino em Portugal
que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem
equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual
a três!
Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias
disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de
recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão
sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras)
fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares,
pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas,
fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que
pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele
uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece.
Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à
irresponsabilidade do que este.
2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos
alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: 'Lá vai o palerma
que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia
reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande
estúpido!'
3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos
gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é
abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola
levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões
e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas
escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e
não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por
uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os
governantes) na televisão.
Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são
louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.
Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos
encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a
suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.
Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a
Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de
poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente
civilizada.
Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de
aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando
as conversas que traziam do recreio.
Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as
pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem
esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que
for.
Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se
desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de
soslaio como que a dizer 'Olha-me este!' e passados alguns segundos
estão com as mesmas atitudes.
4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!!
Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu
disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder
querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me
respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca
tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de
aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para
ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para
os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65
anos de idade?
Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo
perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?...)
os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade
mental.
Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas
que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele
não me responda: 'Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os
outros também a falar?'
Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de
modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando
o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.
Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas
'Entram, sentam-se e calam-se!'
Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para
assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro
que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha
sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.
Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões
como 'obrigado', 'por favor' e 'desculpe' e que as usem sempre que o
seu emprego se justifique.
Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não
me olhem com enfado dizendo interiormente 'Mas o que é que este quer
agora?' e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa
como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que
os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se
bem.
Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a
enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando
lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno
'não está na sala', está com a cabeça em outros mundos.
Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo
condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase
coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser
claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro
virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a
cabeça pousada na mesa a querer dormir?
Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria
que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no
cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem 'esquecidas' em
cima da mesa.
Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se
aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando
o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as
mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a
porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: 'Meus meninos, a aula
ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!' mas
nenhum deles se moveu um milímetro!!!
Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária
para uma aula bem sucedida?
É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM,
RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os
meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!
5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso
profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro,
tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a
perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na
mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para
dividir 25,6 por 1.
Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem
máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que
são alunos de uma turma do 10º ano!!!
Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira
que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países
europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos só que os alunos
continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com
um diploma!!!
6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto
orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e
Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos
medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas
proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar
desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias
irresponsáveis.
Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e
dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e
outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e
complementar o trabalho dos professores?
Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam
na escola para estudar mas para 'tirar o 9º ano'.
Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na
escola...
E, por último, existem os que se passeiam na escola só para
boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que
consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu
tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de
quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de
quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do
Ministério não é, de certeza absoluta!
7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de
outra área da sociedade) a enfrentar ( o verbo é mesmo esse,
'enfrentar', já que de uma luta se trata...), durante uma semana apenas,
uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir
um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma
unidade didáctica do programa escolar.
Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário
ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é
demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a
realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e
odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de
estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são
números para esse mapa, quer os alunos saibam estar sentados numa
cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado
pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano, mas a
um bacharelato...).
É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem
exige esforço, que aprender custa, que aprender 'dói'! É preciso dizer
aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para
memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e
comportamentos socialmente correctos.
Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a
sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens
pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas,
mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma
mentira...
Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores
têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo...
Atenciosamente
Domingos Freire Cardoso
Professor de Ciências Físico-Químicas
Rua José António Vidal, nº 25 C
3830 - 203 ÍLHAVO
Tel. 234 185 375 / 93 847 11 04
Etiquetas: Sociedade







